quarta-feira, 29 de julho de 2009

Michael Jackson e outras crianças perdidas...



Adorei este texto...

Reproduzido aqui com fidelidade!





“We are the children”- Elisa Lucinda



Quem me conhece sabe que não é do meu feitio batizar em outra língua
uma publicação brasileira.
Mas o título exerce dominação no meu peito esta semana em que fui
mestre de cerimônia nos jardins do Palácio Guanabara, repleto de suas
habituais autoridades e de cidadãos que raramente frequentam estes
ares.
Era lançamento nacional do programa Plataforma dos Centros Urbanos,m
uma iniciativa iluminada do Unicef, que viabiliza ações de
desenvolvimento integral dos indivíduos nas cidades, a partir do olhar
desta galera.
São eles os GAL’s(Grupos Articuladores Locais)compostos de jovens que
entrevistam, pesquisam sobre o que é vulnerável em sua comunidade, e
conduzem a realização de prioridades e demandas de sua aldeia, digamos
assim.
Era também nesta tarde a posse de Lázaro Ramos, queridíssimo ator
baiano, como embaixador do Unicef.
Pois quando Marie Pierre, diretora do Unicef, me deu a palavra para
que eu o homenageasse, a reflexão que tomou o proscênio de meu afeto
foi a seguinte: no momento em que o mundo se despede precocemente de
seu ídolo pop negro mais polêmico e criativo, este fato ganha novos
recortes.
Michael foi um menino abusado, explorado, castigado e mal criado pelo
pai com a passiva e, não menos cruel, cumplicidade da mãe. E o pior,
não só a sua aldeia, mas estas torpes histórias o mundo todo
comentava.
Um gênio maravilhoso, cuja infância foi roubada e cujo talento em vida
sustentou aquela cambada, aquela mórbida e fria família, cujos olhos
já brilham com os lucros da morte de seu gênio valiosíssimo.
Um menino que ensinou ao mundo os passos da lua e era chamado de
macaco pelo pai monstro com cara de cafetão escroto, morreu inseguro,
infeliz, esfacelado nos trapos da palavra identidade, desfigurado,
retalhado na face, frágil, doente, anoréxico e esbranquiçado, depois
de ter sido o primeiro a, com sua música pioneira e única, unir as
vozes brancas e negras na América e fora dela.
O mundo testemunhou a tragédia de um mártir que inscreveu no corpo, na
cara, nas bizarras atitudes no patético castelo de horrores da terra
do nunca, as contradições, as injustiças, o racismo e a crueldade de
uma nação chamada de primeiro mundo e de uma civilização omissa e
equivocada. Esta morte pode ser um alerta
O menino violentado ainda pequeno, afanado em seu direito de ser
criança, não cresceu e, o que nele cresceu, não gostou do que viu. A
dependência crônica dos analgésicos grita em nossos ouvidos como lhe
doía viver.
Mas me pergunto por que um milionário que foi sacaneado na infância e
impedido de se construir fora dos palcos, uma vez que a base de seus
casamentos e relações pessoais parecia seguir as leis da ficção, por
que este homem rico de grana e tão comprometido psicológica e
emocionalmente, morreu sem tratamento adequado?
Ser um homem de cinquenta anos, cheio de Mickeys e Peterpans pelas
paredes de seu quarto, criar aquela face indescritível de batom sob um
nariz sem cartilagem e sob olhos infantis muito tristes não era
bizarro, era loucura.
Ele estava dodói e poderia, com uma boa terapia e tratamento
psiquiátrico, ter tido um outro destino onde seu talento pudesse
realizar o mundo e a ele mesmo ainda mais, onde ele pudesse se
libertar de vez daquele demônio paterno.
Meu Deus, e agora estava eu ali, diante de Lázaro, aquele brasileiro
negro lindo, talentosíssimo, coerente em suas ações como artista,
cidadão, solidário, antenado com suas responsabilidades neste mundão
segregacionista, idealizador e apresentador de um programa chamado
“Espelho”, e que, por isso mesmo dispensa explicações, egresso de um
daqueles bairros pobres de Salvador mas que, dentro de toda a
pobreza, foi criado como menino seguro, forte, amado pelo pais,
ancorados no amor por si e pelos seus.
Ouvi o discurso simples do jovem embaixador, sua brilhante
inteligência sob cabelos muito bons e crespos, um sorriso luminoso e
delicioso, com aquela mesma cara ensolarada do primeiro Michael, o
menino de ouro do gupo Jackson Five, de nariz largo, voz linda, cheio
de sonhos cantando I’ll be there.
Lázaro foi emblemático para mim naquela tarde de uma cerimônia
patrocinada por uma instituição cujo foco, cuja mola mestra é a
infância.
Meus senhores, não há futuro possível sem uma infância e adolescência
cuidadas. É uma conta que, geralmente, desanda. Ainda tem muito menino
preto que cresce achando que só pode lhe sobrar ser “Thriller” e
“Bad”, ser preto e mau.
O tema é amplo, toda criança, de qualquer tom ou origem social, merece
uma opção de vida cidadã.
Então, ao mesmo tempo em que meu coração chorava em luto por quem foi
talvez a mais triste e genial criança americana, uma forte luz vinha
daquela tarde representada em Lázaro, como a me dizer que novos tempos
se anunciam.
No momento em que a crise do mundo quebra as pernas da arrogância da
razão, novas plataformas mais emocionais, mais humanas, mais
responsáveis, surgem para dar a mão e novas saídas para o menino
mundo; o que sempre é e sempre será feito de ex-crianças, de crianças
que cresceram .

Uma criança que não tem a infância roubada, pode envelhecer em paz, e,
sem enlouquecer, viver pra sempre.




sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson



Além da tristeza de ver o declínio de um astro de enorme grandeza, não quero saber
se gosta de comer laranja ou limão.
Indiscutívelmente, Michael Jackson era um artista completo!
Embalando nossos amores na adolescência e trazendo lembranças de nossos
passados.
Perdido, sozinho, renegando o fato de ser negro, clareando sua pele aos poucos, foi se deformando ao longo dos anos.
Foi uma perda pro swing, pop, rock, funk, e tudo mais que possam imaginar...

Estou de luto!!!
Estou muito triste mesmo!
Mas as saudades vamos continuar ouvindo e vendo esta estrela através dos DVDs, e Cds!

Beijos Michael, que você encontre a paz que tanto procurava!





quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pais, filhos etc...

Leiam com muita reflexão:

A Lua que não dei!

Compreendo pais - e me encanto com eles - que desejariam dar o mundo de presente aos filhos. E, no entanto, abomino os que, a cada fim de semana, dão tudo o que filhos lhes pedem nos shoppings onde exercitam arremedos de paternidade.. E não há paradoxo nisso. Dar o mundo é sentir-se um pouco como Deus, que é essa a condição de um pai. Dar futilidades como barganha de amor é, penso eu, renunciar ao sagrado.

Volto a narrar, por me parecer apropriado à croniqueta, o que me aconteceu ao ser pai pela primeira vez. Lá se vão, pois, 45 anos. Deslumbrado de paixão, eu olhava a menina no berço, via-a sugando os seios da mãe, esperneando na banheira, dormindo como anjo de carne. E, então, eu me prometia, prometendo-lhe: 'Dar-lhe-ei o mundo, meu amor.' E não lhe dei. E foi o que me salvou do egoísmo, da tola pretensão e da estupidez de confundir valores materiais com morais e espirituais.

Não dei o mundo à minha filha, mas ela quis a Lua. E não me esqueço de como ela pediu, a Lua, há anos já tão distantes. Eu a carregava nos braços, pequenina e apenas balbuciante, andando na calçada de nosso quarteirão, em tempos mais amenos, quando as pessoas conversavam às portas das casas. Com ela junto ao peito, sentia-me o mais feliz homem do mundo, andando, cantarolando cantigas de ninar em plena calçada. Pois é a plenitude da felicidade um homem jovem poder carregar um filho como se acariciando as próprias entranhas. Minha filha era eu e eu era ela. Um pai é, sim, um Pequeno Deus, o criador. E seu filho, a criatura bem amada.

E foi, então, que conheci a importância e os limites humanos.. Pois a filhinha - a quem eu prometera o mundo - ergueu os bracinhos para o alto e começou a quase gritar, assanhada, deslumbrada: 'Dá, dá, dá...' Ela descobrira a Lua e a queria para si, como ursinho de pelúcia, uma luminosa bola de brincar. Diante da magia do céu enfeitado de estrelas e de luar, minha filha me pediu a Lua e eu não lhe pude dar.

A certeza de meus limites permitiu, porém, criar um pacto entre pai e filhos: se eles quisessem o impossível, fossem em busca dele.. Eu lhes dera a vida, asas de voar, diretrizes, crença no amor e, portanto, estímulo aos grandes sonhos. E o sonho da primogênita começou a acontecer, num simbolismo que, ainda hoje, me amolece o coração. Pois, ainda adolescente, lá se foi ela embora, querendo estudar no exterior. Vi-a embarcar, a alma sangrando-me de saudade, a voz profética de Kalil Gibran em sussurros de consolo:

'Vossos filhos não são vossos filhos, mas são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Eles vem através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. (...) Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.'

Foi o que vivi, quando o avião decolou, minha criança a bordo. No céu, havia uma Lua enorme, imensa. A certeza da separação foi dilacerante.. Minha filha fora buscar a Lua que eu não lhe dera. E eu precisava conviver com a coerência do que transmitira aos filhos: 'O lar não é o lugar de se ficar, mas para onde voltar'.

Que os filhos sejam preparados para irem-se, com a certeza de ter para onde voltar quando o cansaço, a derrota ou o desânimo inevitáveis lhes machucarem a alma. Ao ver o avião, como num filme de Spielberg, sombrear a Lua, levando-me a filha querida, o salgado das lágrimas se transformou em doçura de conforto com Kalil Gibran: como pai, não dando o mundo nem Lua aos filhos, me senti arqueiro e arco, arremessando a flecha viva em direção ao mistério.

Ora, mesmo sendo avós, temos, sim e ainda, filhos a criar, pois família é uma tribo em construção permanente. Pais envelhecem, filhos crescem, dão-nos netos e isso é a construção, o centro do mundo onde a obra da criação se renova sem nunca completar-se. De guerreiros que foram, pais se tornam pajés. E mães, curandeiras de alma e de corpo. É quando a tribo se fortalece com conselheiros, sábios que conhecem os mistérios da grande arquitetura familiar, com régua, esquadro, compasso e fio de prumo. E com palmatória moral para ensinar o óbvio: se o dever premia, o erro cobra.

Escrevo, pois, de angústias, acho que angústias de pajé, de í­ndio velho. A nossa construção está ruindo, pois feita em areia movediça. É minúsculo o mundo que pais querem dar aos filhos: o dos shoppings.. E não há mais crianças e adolescentes desejando a Lua como brinquedo ou como conquista.. Sem sonhos, os tetos são baixos e o infinito pode ser comprado em lojas. Sem sonhos, não há necessidade de arqueiros arremessando flechas vivas.

Na construção familiar, temos erguido paredes. Mas, dentro delas, haverá gente de verdade?

(Cecílio Elias Netto é escritor e jornalista.)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Água Mineral



Boa tarde lá vai mais um veneno...

Compro água mineral de galão, o nome do fornecedor é Água da Montanha, sugestivo e muito interessante, pois moro em Petrópolis, Região Serrana do Estado do Rio. Clima salutar onde já foi palco dos famosos 3 Cs da cura da tuberculose, clima, cama e comida, antes de descobrirem a Sulfa.

Hoje caí na besteira de me informar, ao rapaz que traz a água. De que montanha é esta água mineral?

Sabem qual foi a resposta... a água é da cidade do Garrincha, Pau Grande na baixada fluminense próximo á Fragoso...

Inacreditável, a água da montanha é da baixada fluminense...

Só acontece aqui neste país!!!!

Me senti o índio que recebeu Pedro àlvares Cabral , deu ouro, porque gostou dos espelhinhos!




sábado, 13 de junho de 2009



Boa tarde!

Eu fui ao mercado mes passado, e comprei uma bandeja linda de camarão...ok, estava na promoção.

hoje para fazer um agrado ao meu marido resolvi fazer uma torta de camarão, descongelei, o camarão era lindo, congelado; apos o degelo, pareciam amebinhas de tão minúsculo, e tive que tirar partido da criatividade...abri um vidro de palmito, para "esconder" aquilo que me venderam como camarão.

Decepcionada fico pensando nos funcionários da Sendas dando injeção de silicone nos pobres coitados para parecerem maiores.

Não comprem na Sendas!!!!!!!!

É engodo!

Agora vou assar minha torta de palmito!


Vôo 477...

O que mais me impressiona é a colaboração internacional, que está mais perdida do que a ilha de Lost.
Ninguém sabe realmente o que aconteceu?

Como pode um AirBus de alta tecnologia desaparecer no Mar do Atlãntico, sem deixar rastros?

E as famílias que dão adeus à seus entes queridos e simplismente ficam atônitos ao perceber que o destino os levou para o fundo do mar...
Haviam terroristas no vôo?
Invenção da Air France para justificar seus erros em aeronaves de última geração?

Ou é mais um mal exemplo de péssima administração?
Com isso a gripe suína está esquecida e virou pandemia Mundia (OMS)

Nós do país tupiniquim ainda lutamos com os esgotos à céu aberto e a população quer ressonância magnética.

Brigamos com os mosquitos da dengue, porque todo mundo acha que um vasinho de flores não pode ser o causador de tamnha desgraça. E os doentes de álcool, droga e tabaco vão crescendo à cada dia.

Hoje minha tristeza é saber que a febre amarela está voltando e a malaria também.
Falta informação, cultura e interesse por fatos que mostram que o mundo realmente está mudando...para pior.

As fraldas descartáveis que vieram como uma modernidade, vão para o lixão e afetam o meio ambiente, este retrocesso da humanidade, tem que ser pensado com mais tenacidade, e não como apenas um discurso de meio ambientalistas.

Hoje já joguei meu veneno.

Quero nascer novamente num equilibrio de coexistência pacífica.

Boa noite